Arquivo mensal: maio 2015

Procedimentos antes durante e depois da migração Office 365

migrate-pst-ost-to-office-365

Pessoal

Alguns procedimentos são importantes antes da migração para Office 365 tanto para o Administrador, quanto ao usuário que utilizará o Office 365.

Eu disse em posts anteriores que migrações principalmente de Office 365 são 70% planejamento e 30% execução.

Antes de uma migração é bom já demonstrar as ferramentas aos responsáveis de cada area e os mesmo disseminar que a empresa sofrerá uma nova cultura de uso de colaboração que é o intuito do Office 365.

ANTES

Os arquivos em EML são mailings que você pode enviar antes da migração para preparar as facilidades da ferramenta. Isso mostra um overview da ferramenta e as varias possibilidade que a ferramenta propociona do ponto de vista do usuário. Uma leitura bem leve e intuitiva.

antes

Baixe aqui http://1drv.ms/1c3K89A

Durante

Durante a migração os usuários a maioria ou totalmente já está utilizando a ferramenta e o link abaixo já proporciona o usuário a conhecer interativamente o Office 365 e as vantagens da ferramenta.

durante

Baixe Aqui http://1drv.ms/1HrtOuk

Depois

São 11 mailings que mostram tudo da ferramenta para tornar os usuário experts na ferramenta e deixar a empresa em uma perfeita harmonia em colaboração.

Dicas e truques essenciais que vão ajudar os colaboradores da empresa.

depois

Baixe aqui http://1drv.ms/1HrtVpY

A parte técnica é importante mas a parte de negócio alinhada a parte técnica é imprescindível

Eu tive uma experiencia de migrar mais 17 empresas do Google, Mandic, Uol empresas, Locaweb, Exchange onpremisses, Zimbra e outros serviços de mensageria para o Office 365 desde a versão BIPOS até a atual. Além e conhecer e ter certificação de outras ferramentas de mensageria.

Atualmente estou na empresa Disal Tecnologia responsavel por disseminar Office 365 e Azure a todas concessionarias VW do Brasil.

Espero ter ajudado.

Conceito fácil sobre Cloud (NUVEM).

O que é cloud computing (computação nas nuvens)?

Introdução

A expressão cloud computing começou a ganhar força em 2008, mas, conceitualmente, as ideias por trás da denominação existem há muito mais tempo. Também conhecida no Brasil como computação nas nuvens ou computação em nuvem, a cloud computing se refere, essencialmente, à noção de utilizarmos, em qualquer lugar e independente de plataforma, as mais variadas aplicações por meio da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em computadores locais.

Mas o que exatamente isso quer dizer? Por que o conceito é tão importante nos dias de hoje? Quais os seus benefícios? Há riscos associados? Com linguagem simples e abordagem introdutória, este texto responde essas e outras perguntas relacionadas.

Entendendo a cloud computing (computação nas nuvens)

Estamos habituados a armazenar arquivos e dados dos mais variados tipos e a utilizar aplicações de maneira on premise, isto é, instaladas em nossos próprios computadores ou dispositivos. Em ambientes corporativos, esse cenário muda um pouco: é relativamente comum empresas utilizarem aplicações disponíveis em servidores que podem ser acessadas por qualquer terminal autorizado.

A principal vantagem do on premise está no fato de ser possível, pelo menos na maioria das vezes, utilizar as aplicações mesmo sem acesso à internet ou à rede local. Em outras palavras, é possível usar esses recursos de maneira off-line.

Por outro lado, no modelo on premise, todos os dados gerados ficam restritos a um único equipamento, exceto quando há compartilhamento em rede, coisa que não é muito comum no ambiente doméstico. Mesmo no ambiente corporativo, essa prática pode gerar algumas limitações, como a necessidade de se ter uma licença de determinado software para cada computador, por exemplo.

A evolução constante da tecnologia computacional e das telecomunicações está fazendo com que o acesso à internet se torne cada vez mais amplo e rápido. Esse cenário cria a condição perfeita para a popularização da cloud computing, pois faz com que o conceito se dissemine no mundo todo.

Com a cloud computing, muitos aplicativos, assim como arquivos e outros dados relacionados, não precisam mais estar instalados ou armazenados no computador do usuário ou em um servidor próximo. Esse conteúdo passa a ficar disponível nas nuvens, isto é, na internet.

Ao fornecedor da aplicação cabe todas as tarefas de desenvolvimento, armazenamento, manutenção, atualização, backup, escalonamento, etc. O usuário não precisa se preocupar com nenhum desses aspectos, apenas em acessar e utilizar.

Nuvens representam uma abstração de recursos computacionais na internet
Nuvens representam uma abstração de recursos computacionais na internet – Imagem por OpenClipart

Um exemplo prático dessa nova realidade é o Office Online, da Microsoft, serviço que dá acesso a recursos básicos de edição de textos, apresentações de slides, entre outras funcionalidades, de maneira completamente on-line. Tudo o que o usuário precisa fazer é criar uma conta e utilizar um navegador de internet compatível, o que é o caso da maioria dos browsers da atualidade.

Algumas características da cloud computing

Tal como já informado, uma das vantagens da cloud computing é o acesso a aplicações a partir da internet, sem que estas estejam instaladas em computadores ou dispositivos específicos. Mas, há outros benefícios significativos:

– Na maioria dos casos, o usuário pode acessar as aplicações independente do seu sistema operacional ou do equipamento usado;

– O usuário não precisa se preocupar com a estrutura para executar a aplicação – hardware, procedimentos de backup, controle de segurança, manutenção, entre outros;

– Compartilhamento de informações e trabalho colaborativo se tornam mais fáceis, pois todos os usuários acessam as aplicações e os dados do mesmo lugar: a nuvem;

– Dependendo do fornecedor, o usuário pode contar com alta disponibilidade: se um servidor parar de funcionar, por exemplo, os demais que fazem parte da estrutura continuam a oferecer o serviço;

– O usuário pode contar com melhor controle de gastos. Muitas aplicações em cloud computing são gratuitas e, quando é necessário pagar, o usuário só o faz em relação aos recursos que usar ou ao tempo de utilização. Não é necessário, portanto, pagar por uma licença integral de uso, tal como é feito no modelo tradicional de fornecimento de software;

– Dependendo da aplicação, o usuário pode precisar instalar um programa cliente em seu computador ou dispositivo móvel. Mas, nesses casos, todo ou a maior parte do processamento (e até mesmo do armazenamento de dados) fica por conta das “nuvens”.

Note que, independente da aplicação, com a cloud computing o usuário não necessita conhecer toda a estrutura que há por trás, ou seja, ele não precisa saber quantos servidores executam determinada ferramenta, quais as configurações de hardware utilizadas, como o escalonamento é feito, onde está a localização física do data center, enfim. O que importa é saber que a aplicação está disponível nas nuvens.

Software as a Service (SaaS)

Intimamente ligado à cloud computing está o conceito de Software as a Service (SaaS) ou, em bom português, Software como Serviço. Em sua essência, trata-se de uma forma de trabalho em que o software é oferecido como serviço, assim, o usuário não precisa adquirir licenças de uso para instalação ou mesmo comprar computadores ou servidores para executá-lo. Nessa modalidade, no máximo, paga-se um valor periódico – como se fosse uma assinatura – somente pelos recursos utilizados e/ou pelo tempo de uso.

Para entender melhor os benefícios do SaaS, suponha que uma empresa que tem 20 funcionários necessita de um software para gerar folha de pagamento. Há várias soluções prontas para isso no mercado, no entanto, a empresa terá que comprar licenças de uso do software escolhido e, dependendo do caso, até mesmo hardware para executá-lo. Muitas vezes, o preço da licença ou mesmo dos equipamentos pode resultar em custo alto e não compatível com a condição de porte pequeno da empresa.

Cloud computing - computação nas nuvensSe, por outro lado, a companhia encontrar um fornecedor de software para folha de pagamento que trabalha com o modelo SaaS, a situação pode ficar mais fácil: essa empresa poderá, por exemplo, oferecer esse serviço por meio de cloud computing e cobrar apenas pelo número de funcionários e/ou pelo tempo de uso. Com isso, o contratante paga um valor baixo pelo uso da aplicação. Além disso, hardware, instalação, atualização, manutenção, entre outros, são tarefas que ficam por conta do fornecedor.

Também é importante levar em conta que o intervalo entre a contratação do serviço e o início de sua utilização é extremamente baixo, o que não aconteceria se o software tivesse que ser instalado nos computadores do cliente – este só precisa se preocupar com o acesso ao serviço (no caso, uma conexão à internet) ou, se necessário, com a simples instalação de algum recurso mínimo, como um plugin no navegador de internet de suas máquinas.

Oracle e HP são dois exemplos de companhias que oferecerem soluções em SaaS: HP SaaS; Oracle SaaS.

PaaS, DaaS, IaaS e TaaS

No mercado também há conceitos derivados do SaaS que são utilizados por algumas companhias para diferenciar os seus serviços. São eles:

– Platform as a Service (PaaS): Plataforma como Serviço. Trata-se de um tipo de solução mais amplo para determinadas aplicações, incluindo todos (ou quase todos) os recursos necessários à operação, como armazenamento, banco de dados, escalabilidade (aumento automático da capacidade de armazenamento ou processamento), suporte a linguagens de programação, segurança e assim por diante;

– Database as a Service (DaaS): Banco de Dados como Serviço. O nome já deixa claro que essa modalidade é direcionada ao fornecimento de serviços para armazenamento e acesso de volumes de dados. A vantagem aqui é que o detentor da aplicação conta com maior flexibilidade para expandir o banco de dados, compartilhar as informações com outros sistemas, facilitar o acesso remoto por usuários autorizados, entre outros;

– Infrastructure as a Service (IaaS): Infraestrutura como Serviço. Parecido com o conceito de PaaS, mas aqui o foco é a estrutura de hardware ou de máquinas virtuais, com o usuário tendo inclusive acesso a recursos do sistema operacional;

– Testing as a Service (TaaS): Ensaio como Serviço. Oferece um ambiente apropriado para que o usuário possa testar aplicações e sistemas de maneira remota, simulando o comportamento destes em nível de execução.

Exemplos de aplicações em cloud computing

Os termos cloud computing e computação nas nuvens são relativamente recentes, como você já sabe, mas se analisarmos bem, veremos que a ideia não é, necessariamente, nova. Serviços de e-mail, como Gmail e Yahoo! Mail; “discos virtuais” na internet, como Dropbox ou OneDrive; sites de armazenamento e compartilhamento de fotos ou vídeos, como Flickr e YouTube. Todos são exemplos de recursos que, de certa forma, estão dentro do conceito de computação nas nuvens.

Note que todos os serviços mencionados não são executados no computador do usuário, mas este pode acessá-los de qualquer lugar, muitas vezes sem pagar licenças de software. No máximo, paga-se um valor periódico pelo uso do serviço ou pela contratação de recursos adicionais, como maior capacidade de armazenamento de dados, por exemplo.

Abaixo há uma breve lista de serviços que incorporam claramente o conceito de cloud computing:

Google Apps: este é um pacote de serviços que o Google oferece que conta com aplicativos de edição de texto, planilhas e apresentações, ferramenta de agenda, comunicador instantâneo integrado, e-mail com o domínio próprio (por exemplo, contato@infowester.com), entre outros. Todos os recursos são processados pelo Google. O cliente precisa apenas criar as contas dos usuários e efetuar algumas configurações. O Google Apps oferece pacotes pagos cujos valores variam de acordo com o número de usuários;

Amazon: a Amazon é um dos maiores serviços de comércio eletrônico do mundo. Para suportar o volume de vendas no período de Natal, a empresa montou uma gigantesca estrutura de processamento e armazenamento de dados que acabava ficando ociosa na maior parte do ano. Foi a partir daí que a companhia teve a ideia de “alugar” esses recursos, iniciativa que resultou em serviços como Simple Storage Solution (S3) para armazenamento de dados e Elastic Compute Cloud(EC2) para uso de máquinas virtuais;

Netflix: serviço que dá acesso a filmes, seriados e documentários a partir de um pequeno valor por mês. Não é necessário efetuar download das produções, tudo é feito por streaming. Além disso, o usuário pode assistir cada item do acervo quantas vezes quiser e, caso interrompa a reprodução do vídeo, pode continuar mais tarde de onde parou;

Aprex: brasileiro, o Aprex oferece um conjunto de ferramentas para uso profissional, como calendário, gerenciador de contatos, lista de tarefas, armazenamento de arquivos, blog, serviço de e-mail marketing, apresentações, entre outros. Tudo é feito pela Web e, no caso de empresas, é possível até mesmo inserir logotipo e alterar o padrão de cores das páginas;

Evernote: serviço para criação e armazenamento de notas e informações variadas que funciona como um abrangente banco de dados. Inclui ferramentas para compartilhamento, edição, organização e localização de dados. Há opções de contas gratuitas e pagas.

Evernote no Android - Imagem: divulgação
Evernote no Android – Imagem: divulgação

Nuvem privada (private cloud)

Até agora, tratamos a computação nas nuvens como um sistema composto de duas partes: o provedor da solução e o utilizador, que pode ser uma pessoa, uma empresa ou qualquer outra organização. Podemos entender esse contexto como um esquema de nuvem pública. No entanto, especialmente no que diz respeito ao segmento corporativo, é possível também o uso do que se conhece como nuvem privada.

Do ponto de vista do usuário, a nuvem privada (private cloud) oferece praticamente os mesmos benefícios da nuvem pública. A diferença está, essencialmente, nos “bastidores”: os equipamentos e sistemas utilizados para constituir a nuvem ficam dentro da infraestrutura da própria corporação.

Em outras palavras, a empresa faz uso de uma nuvem particular, construída e mantida dentro de seus domínios. Mas o conceito vai mais além: a nuvem privada também considera a cultura corporativa, de forma que políticas, objetivos e outros aspectos inerentes às atividades da companhia sejam respeitados.

A necessidade de segurança e privacidade é um dos motivos que levam uma organização a adotar uma nuvem privada. Em serviços de terceiros, cláusulas contratuais e sistemas de proteção são os recursos oferecidos para evitar acesso não autorizado ou compartilhamento indevido de dados. Mesmo assim, uma empresa pode ter dados críticos por demais para permitir que outra companhia responda pela proteção e disponibilização de suas informações. Ou, então, a proteção oferecida pode simplesmente não ser suficiente. Em situações como essas é que o uso de uma nuvem privada se mostra adequado.

Uma nuvem privada também pode oferecer a vantagem de ser “moldada” com precisão às necessidades da companhia, especialmente em relação a empresas de grande porte. Isso porque o acesso à nuvem pode ser melhor controlado, assim como a disponibilização de recursos pode ser direcionada de maneira mais eficiente, aspecto capaz de impactar positivamente a rotina corporativa.

Empresas como Microsoft, IBM e HP oferecem soluções para nuvens privadas. As organizações interessadas devem, todavia, contar com profissionais ou mesmo consultoria especializada na criação e manutenção da nuvem, afinal, uma implementação mal executada pode interferir negativamente no negócio.

Os custos de equipamentos, sistemas e profissionais da nuvem privada poderão ser elevados no início. Por outro lado, os benefícios obtidos a médio e longo prazo, como ampla disponibilidade, agilidade de processos e os já mencionados aspectos de segurança compensarão os gastos, especialmente se a implementação for otimizada com virtualização, padronização de serviços e afins.

Nuvem híbrida (hybrid cloud)

Para a flexibilização de operações e até mesmo para maior controle sobre os custos, as organizações podem optar também pela adoção de nuvens híbridas. Nelas, determinadas aplicações são direcionadas às nuvens públicas, enquanto outras, normalmente mais críticas, permanecem sob responsabilidade de sua nuvem privada. Pode haver também recursos que funcionam em sistemas locais (on premise), complementando o que está nas nuvens.

Perceba que nuvens públicas e privadas não são modelos incompatíveis entre si. Não é preciso abrir mão de um tipo para usufruir do outro. Pode-se aproveitar o “melhor dos dois mundos”, razão pela qual as nuvens híbridas (hybrid cloud) são uma tendência muito forte nas corporações.

A implementação de uma nuvem híbrida pode ser feita tanto para atender a uma demanda contínua quanto para dar conta de uma necessidade temporária. Por exemplo, uma instituição financeira pode integrar à sua nuvem privada um serviço público capaz de atender a uma nova exigência tributária. Ou então, uma rede de lojas pode adotar uma solução híbrida por um curto período para atender ao aumento das vendas em uma época festiva.

É claro que a eficácia de uma nuvem híbrida depende da qualidade da sua implementação. É necessário considerar aspectos de segurança, monitoramento, comunicação, treinamento, entre outros.

Esse planejamento é importante para avaliar inclusive se a solução híbrida vale a pena. Quando o tempo necessário para a implementação é muito grande ou quando há grandes volumes de dados a serem transferidos para os recursos públicos, por exemplo, seu uso pode não ser viável.

Cuidados para evitar problemas

Há uma quantidade imensa de serviços nas nuvens. No meio corporativo, há opções que atendem de pequenas empresas a companhias que figuram entre as mais valiosas do mundo. Tamanha diversidade exige cuidados para evitar que as vantagens se transformem em prejuízo ou desperdício de recursos.

Uma dessas medidas é a avaliação precisa de necessidades, do contrário, uma organização pode contratar serviços cuja capacidade está acima do necessário, gerando custos indevidos.

Outra é a desativação de recursos contratados no tempo certo. Se uma empresa utiliza serviços que cobram por hora, por exemplo, é importante desativar a ferramenta durante períodos em que não há demanda (como em feriados).

Nesse sentido, se uma companhia possui uma nuvem privada, precisa monitorar o consumo de recursos para identificar as situações em que a capacidade da estrutura pode ser diminuída. Se o não fizer, haverá equipamentos consumindo recursos como energia e largura de banda desnecessariamente.

A contratação de serviços também deve ser bem analisada. Nem sempre a solução mais barata é a melhor. Se os usuários necessitarem de um longo tempo de treinamento ou o serviço exigir migração para um plano de acesso à internet com mais capacidade, por exemplo, os custos adicionais podem acabar extrapolando o orçamento.

Esses são apenas alguns dos cuidados necessários. Dependendo do que se espera do modelo de cloud computing, outras medidas podem ser mandatórias. Em alguns casos, pode ser conveniente até mesmo a contratação de uma empresa especializada para assessorar a escolha e a implementação de uma solução.

Um pouco sobre a história da cloud computing

Computação nas nuvens não é um conceito claramente definido. Não estamos tratando de uma tecnologia pronta que saiu dos laboratórios pelas mãos de um grupo de pesquisadores e posteriormente foi disponibilizada no mercado. Essa característica faz com que seja difícil identificar com precisão a sua origem. Mas há alguns indícios bastante interessantes.

Um deles remete ao trabalho desenvolvido por John McCarthy. Falecido em outubro de 2011, o pesquisador foi um dos principais nomes por trás da criação do que conhecemos como inteligência artificial, com destaque para a linguagem Lisp, até hoje aplicada em projetos que utilizam tal conceito.

John McCarthy - Imagem por Wikipedia
John McCarthy – Imagem por Wikipedia

Além desse trabalho, John McCarthy tratou de uma ideia bastante importante no início da década de 1960: computação por tempo compartilhado (time sharing), onde um computador pode ser utilizado simultaneamente por dois ou mais usuários para a realização de determinadas tarefas, aproveitando especialmente o intervalo de tempo ocioso entre cada processo.

Perceba que, dessa forma, é possível aproveitar melhor o computador (na época, um dispositivo muito caro) e diminuir gastos, pois o usuário paga somente pelo tempo de uso do equipamento, por exemplo. É, de certa forma, uma ideia presente na computação nas nuvens.

Quase que na mesma época, o físico Joseph Carl Robnett Licklider entrou para a história ao ser um dos pioneiros da internet. Isso porque, ao fazer parte da ARPA (Advanced Research Projects Agency), lidou com a tarefa de encontrar outras utilidades para o computador que não fosse apenas a de ser uma “poderosa calculadora”.

Nessa missão, Licklider acabou sendo um dos primeiros a entender que os computadores poderiam ser usados de maneira conectada, de forma a permitir comunicação de maneira global e, consequentemente, o compartilhamento de dados. Seu trabalho foi determinante para a criação daIntergalactic Computer Network, que posteriormente deu origem à ARPANET, que por sua vez “abriu as portas” para a internet.

Embora possamos associar várias tecnologias, conceitos e pesquisadores ao assunto, ao juntarmos os trabalhos de John McCarthy e J.C.R. Licklider podemos ter uma grande ajuda na tarefa de compreender a origem e a evolução da cloud computing.

Por que uma nuvem?

Ao consultar livros de redes, telecomunicações e afins, repare bem: é provável que você encontre desenhos de nuvens usados para fins de abstração. Nesse sentido, a ilustração representa uma rede de algum tipo cuja estrutura não precisa ser conhecida, pelo menos não naquele momento.

Se a intenção em determinado capítulo é explicar como funciona uma tecnologia de comunicação que interliga duas redes de computadores, por exemplo, não é necessário detalhar as características de cada uma delas. Assim, o autor pode utilizar uma nuvem – a abstração – para indicar que há redes ali.

A computação nas nuvens simplesmente absorveu essa ideia, até porque o desenho de uma nuvem, no mesmo contexto de abstração, passou também a representar a internet.

Finalizando

Qualquer tentativa de definir o que é cloud computing pode não ser 100% precisa. As ideias por trás da noção de computação nas nuvens são muito novas e as opiniões de especialistas em computação ainda divergem. Mas a noção básica é a que foi exposta no texto.

É claro que ainda há muito trabalho a ser feito. Por exemplo, a simples ideia de determinadas informações ficarem armazenadas em computadores de terceiros (no caso, os fornecedores de serviço), mesmo com documentos garantindo a privacidade e o sigilo, preocupam pessoas e, principalmente, empresas, razão qual esse aspecto precisa ser melhor estudado.

De qualquer forma, a cloud computing é um caminho sem volta. A constante ampliação dos serviços de acesso à internet e o advento dos dispositivos móveis (smartphones, tablets, smartwatches e semelhantes) abrem cada vez mais espaço para as aplicações nas nuvens – um conceito depende do outro para gerar valor a usuários e organizações.

Saiba mais nos materiais que serviram de referência para este texto:

Escrito por – Escrito em 23_12_2008 – Atualizado em 04_03_2015

Sopinha de letras Office 365

Office 2013, 365, On Demand, RT… mergulhamos nessa “sopa” de números e letrinhas para explicar quais os recursos de cada versão do pacote de aplicativos de escritório da Microsoft.

Há muito, muito tempo atrás, grandes caixas com o Microsoft Office disputavam sua atenção nas prateleiras das lojas. Agora, assim como aconteceu com os CDs e livros, ele chega via internet. Com o lançamento da mais nova versão, nesta terça-feira, a Microsoft está posicionando o Office como um serviço por assinatura, em vez de um “produto” em uma caixinha numa prateleira de loja.

Isso significa que há ainda mais versões do Office a escolher. Confuso? Não se preocupe: vamos explicar o que é cada versão, e o que ela faz.

Leia também
» Veja o que há de novo no Office 2013

Um “Novo Office”

“Novo Office” é como a Microsoft descreve o lançamento simultâneo de uma série de produtos relacionados, que inclui o Office 2013, Office 365 e mais, reduzindo a distância entre o software em seu computador e serviços e dados “na nuvem”. Em vez de deixá-lo dependente de software e documentos “amarrados” ao seu PC do trabalho, a Microsoft quer que o Office esteja à disposição onde quer que você precise dele: no trabalho, em casa, em seu PC, em seu smartphone, em seu tablet, seja online ou offline. Para ter esta experiência, você precisa fazer login com sua Conta da Microsoft, que o acompanha onde quer que você use o Office.

Office 2013

O que você tradicionalmente imagina como sendo o “Microsoft Office” (o conjunto de Word, Excel, PowerPoint e cia.) é agora apenas o componente desktop do pacote. Ele está disponível em três versões em “caixinhas” nas lojas, com licenças para apenas um PC:

Office Home & Student por R$ 239 (inclui Word, Excel, PowerPoint e OneNote)
Office Home & Business por R$ 589 (inclui também o Outlook)
Office Professional por R$ 1.079 (inclui também o  Publisher e o Access)


As versões “na caixinha” do Office 2013

Se você não se importa com os serviços online e quer manter os seus documentos e aplicativos apenas em seu PC, estas são as versões para você. Mas para a maioria dos usuários, que não vivem desconectados da Internet, o Office 365 oferece mais opções e, no geral, um custo-benefício muito melhor.

Office 365

Office 365 é uma marca que engloba os aplicativos do Office 2013 e as ferramentas e serviços online relacionados, e é constantemente atualizado. Por padrão seus dados são salvos na nuvem: usuários domésticos usam o SkyDrive, e usuários corporativos podem usar um servidor SharePoint.

Todo mundo na sua casa usa o Office? Então esta é a versão para você: o Office 365 inclui licença de uso para 5 PCs ou Macs (ou seja, você pode instalar os programas em cinco máquinas), além de dispositivos móveis. Inclui o Word, Excel, PowerPoint, OneNote, Outlook, Publisher e Access, 20 GB de espaço para seus arquivos no SkyDrive e uma hora mensal de chamadas via Skype para telefones fixos ou celulares. Tudo isso por R$ 179.

O detalhe é que este é o preço de uma assinatura que tem de ser renovada a cada ano, enquanto as “caixinhas” são licenças perpétuas. Em compensação, os aplicativos do Office 365 são constantemente atualizados: você sempre terá acesso à versão mais recente disponível enquanto sua assinatura estiver ativa, em vez de ter de comprar um upgrade para uma nova versão daqui a dois ou três anos.


Office 365 Home Premium: assinatura anual pode ser um melhor negócio

Para os universitários a Microsoft oferece o Office 365 University. Contém os mesmos programas e serviços do Office 365 Home Premium, mas a licença de uso é válida para apenas duas máquinas. Em compensação, uma assinatura é válida por quatro anos, e ele custa os mesmos R$ 179 do pacote doméstico. Para adquirir esta versão, é necessário comprovar que você é um estudante universitário, ou então professor ou membro do corpo docente de uma universidade.

E o que acontece quando a assinatura vence e não é renovada? Segundo a ZDNet, os aplicativos entram em um modo de “funcionalidade reduzida”: o usuário ainda conseguirá abrir documentos já criados, mas não poderá editá-los, nem criar novos documentos. Documentos armazenados no SkyDrive ainda poderão ser baixados para o PC, e os usuários continuam tendo acesso às Office Web Apps, com ferramentas para edição básica. Mas a Microsoft não quer que isso aconteça: antes da assinatura expirar o usuário será avisado através de pop-ups nos aplicativos, para que possa fazer a renovação a tempo e não perca nenhum recurso.

Office para Mac

O Office para Mac continua existindo: os aplicativos (Word, Excel, PowerPoint) ainda não foram atualizados, mas quem adquirir uma licença do Office 365 Home Premium poderá baixar a versão 2011 do pacote, e também terá acesso aos mesmos serviços (SkyDrive, Skype) que os usuários de PCs. É uma boa notícia para quem vive em um ambiente híbrido e trabalha em um PC, mas tem um Mac em casa. Agora uma única licença do Office cobre as duas plataformas.

Office RT

O tablet Surface RT da Microsoft, que roda uma versão do Windows chamada Windows RT, inclui versões especializadas do Word, Excel, PowerPoint e OneOne 2013, otimizadas para uso com telas sensíveis ao toque. Os programas tem menos recursos que o Office 2013 em um PC (não há, por exemplo, o suporte a Macros), porém mais recursos que o Office no Windows Phone 8 ou as Office Web Apps. Já o Surface Pro e outros tablets Windows 8 equipados com processadores Intel ou AMD podem rodar a mesma versão do Office que os PCs, com os mesmos recursos.


Tablet Surface RT, da Microsoft, vem com uma versão especializada do Office

Office para Windows Phone 8

Smartphones com o Windows Phone 8 incluem versões “de bolso” do Word, Excel e PowerPoint, integradas ao “Office Hub”, além do aplicativo para anotações OneNote. Os documentos são exibidos com perfeição, e é fácil abrir um documento recebido via e-mail, ou anexar um documento a uma nova mensagem. E como eles são armazenados no SkyDrive, mostram sempre as mudanças mais recentes, não importa se você trabalhou com eles pela última vez em um PC, um tablet ou mesmo no próprio smartphone.

Office Web Apps

São versões reduzidas do Word, Excel, PowerPoint e OneNote que rodam dentro de um navegador, e a resposta da Microsoft ao Google Docs. As Web Apps não foram criadas para ser seu principal aplicativo no dia-a-dia: em vez disso, foram pensadas para permitir que você possa ler e fazer mudanças rápidas em documentos do Office onde quer que esteja.

Office on Demand

Precisa usar um computador que não tem o Office instalado, e de mais recursos que os disponíveis nas Web Apps? O Microsoft Office On Demand (Office sob Demanda) foi feito sob medida para esta situação. Através da mágica da virtualização é possível rodar cópias completas e personalizadas dos aplicativos do Office mesmo em PCs onde eles não estejam instalados. Você só precisa de um PC com o Windows 7 ou 8, uma assinatura do Office 365 e conexão à internet. Entre os programas disponíveis estão o Word, Excel, PowerPoint, Access, Publisher, Visio e Project. Este vídeo (em inglês) explica como tudo funciona.

A fonte é da PC Word mas é muito rica em detalhes para quem quer diferenciar as versões.

Obrigado.

Comparações Azure x Amazon x Amazon x Azure e Vice Versa


Eu sou um grande fã de ambos Microsoft Azure e Amazon Web Services. As duas nuvens estão redefinindo a forma como as aplicações web, e tudo na internet é feito acessível a partir da empresa para o usuário médio. Tanto para o meu próprio benefício e para vocês, aqui está um lado detalhada por comparação lado dos serviços, bem como os recursos disponíveis em cada nuvem:

Cloud Service Microsoft Azure Amazon Web Services
Locations Azure Regions Global Infrastructure
  NA Availability Zones
Management Azure Portal Management Console
Azure Preview Portal NA
Powershell+Desired State Configuration Command Line Interface
Compute Services Cloud Services Elastic Beanstalk
Virtual Machines Elastic Compute Cloud (EC2)
  Batch Auto Scaling
RemoteApp Work Spaces
Web and Mobile Web Apps NA
Mobile Services Mobile SDK
API Management CloudTrail
NA Cognito
NA Mobile Analytics
Storage SQL Databases Relational Database Service (RDS)
DocumentDB Dynamo DB
  Redis Cache Redshift
Blob Storage Simple Storage Service (S3)
Table Storage Elastic Block Store (EBS)
Queues Simple Queue Service (SQS)
File Storage Elastic File System (EFS)
Storsimple Storage Gateway
Analytics + Big Data HDInsight (Hadoop) Elastic MapReduce (EMR)
Stream Analytics Kinesis
Machine Learning Machine Learning
Data Orchestration Data Factory Data Pipeline
Media Services Media Services Elastic Transcoder
  Visual Studio Online NA
  BizTalk Services Simple Email Service (SES)
  Backup (Recovery Services) Glacier
  CDN CloudFront
Automation Automation OpsWorks
  Scheduler CodeDeploy +CodePipeline
Service Bus Simple Workflow (SWF)
Search CloudSearch
Networking Virtual Network Virtual Private Cloud(VPC)
  ExpressRoute DirectConnect
  Traffic Manager Elastic Load Balancing
  NA Route 53 (DNS)
 Management Services Resource Manager Cloud Formation
NA Trusted Adviser
Identity and Access Management Active Directory Directory Service
NA Identity and Access Management (IAM)
Marketplace Marketplace Marketplace
Container Support Docker VM Extensions EC2 Container Service
Compliance Trust Centre CloudHSM
Multi-factor Authentication Multi-Factor Authentication Multi-Factor Authentication
Monitoring Services Operational Insights Config
Application Insights CloudWatch
Event Hubs NA
Notification Hubs Simple Notification Service (SNS)
Key Vault Key Management Store
Government Government GovCloud
Other services Web Jobs Lambda
NA Service Catalog
Office 365 Exchange Online WorkMail
Office 365 Sharepoint Online

Acredito que os 2 são grandes e tem os mesmos serviços.

Fica a escolha e interesse do cliente ou fornecedor que apresentar melhor o produto.

Espero que todos tenham gostado.